
Dia Mundial da Alimentação: da terra à mesa
Uma experiência farm-to-table em Torres Vedras começa muito antes de a comida chegar ao prato.
Na Quinta da Carlota, começa na horta, na estufa e no pomar, com sementes, plantas jovens, árvores de fruto e o trabalho diário necessário para as fazer crescer.
Começa também com algo mais simples: aceitar que nem tudo cresce ao mesmo tempo.
No Dia Mundial da Alimentação, olhamos para a comida a partir do lugar onde tudo começa: a terra.
Há uma época para cada produto
Visite a Quinta da Carlota em diferentes alturas do ano e a horta nunca será exatamente igual. O nosso calendário de plantação e colheita acompanha o ciclo natural de cada cultura. Algumas acompanham-nos durante grande parte do ano; outras têm períodos muito mais curtos.
Os tomates são semeados em diferentes momentos, do inverno ao verão, com colheita entre maio e dezembro. Os pimentos são geralmente semeados entre fevereiro e junho e colhidos entre junho e outubro. Curgetes, abóboras, ervilhas, feijões, espinafres e couve portuguesa seguem os seus próprios ritmos.
Na estufa, a alface pode ser cultivada ao longo de todo o ano, enquanto ervas aromáticas como coentros, salsa e salva têm períodos de cultivo prolongados.
O pomar segue outro calendário. O verão traz pêssegos e nectarinas. A Pera Rocha é colhida entre agosto e outubro, enquanto as maçãs chegam em setembro e outubro. As laranjas tornam-se mais presentes com o avanço do outono, e os limões e as limas acompanham vários meses do ano.
Mais importante do que ter tudo disponível durante todo o ano é saber quando cada ingrediente está pronto.
O que cresce em outubro?
O Dia Mundial da Alimentação surge num momento interessante do calendário agrícola. Outubro fica entre o final da época mais quente e o início da produção de outono.
Dependendo das condições de cultivo e da disponibilidade de cada ano, a horta ainda pode dar tomates, pimentos, beringelas, curgetes e abóboras. A beterraba e o alho-francês continuam o seu ciclo, enquanto a couve portuguesa começa a ganhar maior presença.
Na estufa, a alface e as ervas aromáticas continuam a crescer.No pomar, outubro pode juntar Pera Rocha, maçãs, laranjas, abacates, limões e limas.
Um passeio pela propriedade nesta altura do ano torna a mudança de estação particularmente visível.
Antes de chegar à mesa
É fácil olhar para um tomate, uma pera ou um ramo de ervas aromáticas apenas como ingredientes. Cultivá-los oferece outra perspetiva.
Antes da colheita, há preparação do solo, plantação, rega, cuidado e tempo.
Um pimento plantado no início do ano precisa de vários meses antes de poder chegar à cozinha. A Pera Rocha permanece na árvore até ao final do verão. Outras culturas são plantadas enquanto uma estação ainda está a decorrer, em preparação para a seguinte.
Grande parte deste processo é invisível quando a comida chega à mesa.
Na Quinta da Carlota faz parte do dia a dia.
Da horta para a mesa
O que cresce na propriedade pode fazer parte do que é preparado na Quinta da Carlota consoante a época e a disponibilidade. Isso significa que a mesa pode mudar ao longo do ano.
O verão pode trazer abundância de tomates e outros legumes de estação quente. Mais tarde, o pomar ganha protagonismo. Com o avançar do outono, os citrinos, os legumes de folha e outras culturas associadas ao tempo mais fresco começam a ocupar o seu lugar.
Esta ligação entre a horta e a cozinha não significa esperar que todos os ingredientes venham da propriedade. Significa aproveitar o que está a crescer aqui quando está pronto.
O pequeno-almoço também começa lá fora
Esta ligação é particularmente fácil de perceber ao pequeno-almoço. Parte do que acaba por chegar à mesa pode ter começado a poucos passos de distância, na horta, na estufa ou no pomar.
Para os hóspedes, ver o que está a crescer acrescenta outra dimensão à experiência: perceber que fruta acabou de ser colhida, que legumes ainda estão a desenvolver-se e o que só estará pronto mais tarde na estação.
É uma forma simples de compreender que a comida também tem o seu próprio calendário.
Uma Quinta que muda com as estações
Um dos prazeres de regressar à Quinta da Carlota noutra altura do ano é perceber o que mudou. A primavera inicia novos ciclos. O verão traz as suas próprias colheitas. O final do verão é a época da Pera Rocha.
Em outubro, alguns dos últimos legumes de estação quente encontram-se com maçãs, peras e os primeiros sinais mais fortes do outono. Mais tarde, outras culturas ocupam o seu lugar. A paisagem muda, e também muda aquilo que pode ser colhido.
O Dia Mundial da Alimentação é uma oportunidade para pensar não apenas no que está sobre a mesa, mas também em tudo o que aconteceu antes.
Na Quinta da Carlota essa história pode ser acompanhada ao longo do ano, desde a plantação e crescimento até à colheita e, sempre que possível, à utilização dos produtos da propriedade na cozinha.
Antes da mesa, vem a horta. E antes da colheita, vem o tempo. Ambos fazem parte da vida quotidiana na Quinta da Carlota.
Perguntas frequentes
A Quinta da Carlota cultiva a sua própria fruta e legumes?
Sim. A propriedade tem uma horta, uma estufa e um pomar onde são cultivados diferentes frutos, legumes e ervas aromáticas de acordo com os respetivos ciclos sazonais.
Toda a comida servida na Quinta da Carlota é produzida na propriedade?
Não. Os produtos cultivados na Quinta podem ser utilizados na cozinha de acordo com a época e a disponibilidade, mas isso não significa que todos os ingredientes servidos sejam produzidos na propriedade.
O que pode ser colhido na Quinta da Carlota em outubro?
Dependendo das condições de cultivo de cada ano, outubro pode incluir legumes como tomates, pimentos, beringelas, curgetes e abóboras, bem como fruta como Pera Rocha, maçãs, laranjas, abacates, limões e limas.
A horta produz os mesmos ingredientes durante todo o ano?
Não. As diferentes culturas seguem ciclos próprios de plantação e colheita, pelo que a disponibilidade muda ao longo das estações.
Os hóspedes podem ver a horta e o pomar durante a estadia?
A horta, a estufa e o pomar fazem parte da paisagem da Quinta, permitindo aos hóspedes perceber como a propriedade muda ao longo do ano e o que está a crescer durante a sua estadia.

